16 de março de 2013

NOTICIAS:Escadas adequadas, segurança garantida

Roberto Custódio/JL /
Há dois meses, o síndico José Carlos Faris foi surpreendido com uma notificação do Corpo de Bombeiros, após uma vistoria de rotina no prédio onde mora, na região central de Londrina. “Eles pediram a substituição do piso, a complementação do corrimão já existente e a instalação de mais um”, explica. 

FONTE: GAZETA DE LONDRINA/ LONDRINA

O prédio, entregue em 1989, tem revestimento de piso vinílico - popularmente chamado de paviflex, marca mais famosa - nos degraus, produto considerado combustível – em caso de incêndio, é altamente inflamável. “Já estávamos pensando em reformar as escadas e se é para trazer segurança, aderimos à orientação, com aceitação total na assembleia com os condôminos”. O custo total da obra nas escadas do edifício, que tem sete andares, vai ficar entre R$ 15 mil e R$ 16 mil, incluindo mão de obra dos pedreiros e serralheiros.
Em outro edifício, desta vez comercial, a solicitação de alterações nas escadas de rota de fuga já foi cumprida. A reforma incluiu a retirada do piso vinílico, adequações nos corrimãos e nas rotas de fuga. "Optamos por deixar o piso da escada no concreto, sem revestimento. Isso acabou barateando os custos", explica o síndico e arquiteto Jefferson Calegari. Na primeira etapa da obra, feita após uma primeira vistoria, foi realizada a retirada de todo o piso da escada até o nono andar. Na etapa seguinte, depois de nova vistoria do Corpo de Bombeiros e mais orientações, a intervenção foi nos guarda-corpos e corrimãos. "Como se trata de um prédio comercial, as vistorias são mais rotineiras. Geralmente, a cada nova empresa que entra, recebemos nova visita", diz. Ele defende a importância de fazer as adequações de segurança, mas acredita que seria melhor se todas as alterações fossem exigidas de uma só vez. "Daí é uma obra só".
Em comum, as duas edificações têm o fato de serem prédios mais antigos, com obras foram finalizadas antes da implantação da Norma Brasileira 9.077 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), lançada em 1993 e cuja última alteração foi feita em 2001. "Hoje, qualquer obra segue as especificações que pedem piso incombustível nas escadas e corrimão dos dois lados", explica a arquiteta Silvana Panicki. A saída mais comum tem sido apostar nas escadas de concreto, já que em geral elas só são utilizadas em caso de emergência ou de falta de luz. "Cumprir todas as exigências é fundamental para liberar uma obra na Secretaria de Obras", explica. E, consequentemente, garantir mais segurança nas rotas de fuga.

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