FONTE: G1/PARANÁ

Nos últimos 12 meses, a inflação oficial em Curitiba, medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 7,13%. O percentual é o terceiro maior entre as capitais e também maior do que a média nacional de 6,75% - já acima do teto da meta do Banco Central de 6,5%. De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em setembro, a inflação acelerou subindo 0,49% na capital paranaense. No mês anterior, o índice havia fechado em 0,08%.
A variação de preço que mais pesou no bolso dos consumidores foi a ligada aos custos com habitação - a alta foi de 0,75%. O segundo segmento com maior variação foi o vestuário. No mês de setembro, os moradores de Curitiba pagaram 0,74% a mais pelos produtos do setor. A sandália/chinelo feminino foi o item com a maior variação de preço, 3,85%.
Vale destacar ainda o reajuste de 0,69%, do setor de alimentação. Contudo, os preços da alimentação em domicílio teve uma ligeira queda de 0,04%.
Segundo dados do IBGE, o preço da cebola, por exemplo, subiu 19,93%, e a carne, 1,87%. O quilo da carne de porco aumentou 9,5%, e o do patinho, 2,13%. O preço dos pescados foi reajustado em 1,04%.
Já o contrafilé ficou 1,9% mais barato. Também ficou mais acessível o quilo do mignon, 0,47%, e da alcatra, 0,61%. Outros itens da alimentação tiveram redução significativa no preço. É o caso do ovo de galinha, que ficou 10% mais barato.
A pesquisa ainda menciona a variação de 0,67% nos preços do setor de saúde e cuidados pessoais; de 0,49% na educação; de 0,31% na comunicação; 0,23% no setor de transporte; 0,22% na área de artigos de residência; e redução de 0,12% no valor dos produtos relacionados às despesas pessoais.
INPC
Entre as pessoas com menor renda, de um a cinco salários mínimos, o Índice Nacional de Preço (INPC) em Curitiba ficou em 6,87% nos últimos doze meses. Assim como o IPCA ficou entre os mais altos do país.
Em setembro, a inflação para a população nesta faixa de renda subiu 0,36%, sendo que o item habitação foi o que mais pesou – 2%. A alimentação também ficou mais cara para este grupo do que para quem ganha até 40 salários mínimos (inserido no IPCA). A variação foi de 0,97
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