Do G1
Os professores
e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná vão se reunir em uma
assembleia na manhã desta quarta-feira (4) para decidir o rumo da greve - que
chega ao 24º dia. A reunião será no Estádio da Vila Capanema, no bairro Jardim
Botânico, e deve começar às 9h30. As principais reivindicações da categoria são
os pagamentos de promoções e progressões de carreira que estão atrasados. Quase
um milhão de alunos da rede estadual estão sem aulas desde o dia 9 de
fevereiro, quando o ano letivo deveria ter iniciado. A mobilização dos
servidores reúne cerca de 100 mil pessoas em todo o estado.
Governo e
trabalhadores já se reuniram três vezes para traçar um acordo, que, apesar de
avanços elencados por ambas as partes, ainda não se concretizaram. Entre as
propostas da administração estadual está a não apresentação de qualquer projeto
de lei que suprima direitos dos servidores públicos e, em particular, dos
educadores.
Desde o início
da greve, os educadores ficaram acampados em frente à Assembleia Legislativa do
Paraná (Alep) e fizeram vários protestos. Os trabalhadores também são contra
itens do pacote de medidas (pacotaço) apresentado pelo governo estadual e que
foi retirado da pauta de votações para revisão.
A expectativa
do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná
(APP-Sindicato), Hermes Leão, é de 20 mil servidores compareçam à assembleia
desta quarta.
"Deve ser
uma reunião muito participativa e que deve definir pela continuidade da greve
já que o governador interrompeu as negociações há uma semana e, além dissom
buscou o poder judiciário para tentar acabar com a nossa paralisação".
Em meio às
negociações, o governador Beto Richa (PSDB) chegou a reconhecer que
"cometeu erros" sobre as medidas apresentadas no pacotaço. "Eu
confesso que cometemos alguns erros, alguns equívocos, no direcionamento do
encaminhamento dessas propostas à Assembleia Legislativa. Deveríamos ter
discutido um pouco melhor com a sociedade".
Em nota
divulgada na noite de terça, a administração estadual declarou que a parte que
cabe ao Estado está sendo integralmente cumprida. "Foi com surpresa que
recebemos no fim da tarde de sexta-feira a informação de que novas
reivindicações seriam encaminhadas pelo sindicato dos professores. Trata-se de
um claro desrespeito com as famílias e os estudantes paranaenses", diz um
trecho do texto.
Liminar da Justiça
No sábado (28), a Justiça concedeu uma liminar e determinou que os professores do terceiro ano do Ensino Médio retomassem as atividades. A decisão estipulou multa diária de R$ 10 mil e foi imposta pelo juiz de plantão do estado, Victor Martin Bapschke. Até esta quarta, os grevistas não tinham acatado a decisão.
No sábado (28), a Justiça concedeu uma liminar e determinou que os professores do terceiro ano do Ensino Médio retomassem as atividades. A decisão estipulou multa diária de R$ 10 mil e foi imposta pelo juiz de plantão do estado, Victor Martin Bapschke. Até esta quarta, os grevistas não tinham acatado a decisão.
No despacho, o
juiz justificou que "há risco evidente e irreparável a ausência do
conteúdo para os fins do concurso vestibular, provas do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) e recomposição do calendário escolar".
Exceções
Em meio à greve, a Escola Estadual Nossa Senhora de Salete, no Bacacheri, em Curitiba, decidiu retomar as aulas. Na segunda-feira (2), dos 231 estudantes matriculados no período da manhã, cerca de 120 compareceram ao colégio. Entretanto, o número aumentou nesta terça-feira (3), com 144 alunos presentes nas salas de aula. Nesta quarta, por causa da assembleia, não haverá aulas.
Em meio à greve, a Escola Estadual Nossa Senhora de Salete, no Bacacheri, em Curitiba, decidiu retomar as aulas. Na segunda-feira (2), dos 231 estudantes matriculados no período da manhã, cerca de 120 compareceram ao colégio. Entretanto, o número aumentou nesta terça-feira (3), com 144 alunos presentes nas salas de aula. Nesta quarta, por causa da assembleia, não haverá aulas.
No Colégio
Estadual Pedro Ernesto Galer, no distrito de Sede Alvorada, em Cascavel, no
oeste, as aulas também voltaram na segunda-feira. O colégio conta com 160
alunos do 6º ao 9º ano e do ensino médio e funciona no mesmo prédio de uma
escola municipal. Este, segundo a direção, é um dos motivos para a retomada das
aulas, já que o transporte escolar é o mesmo para todos os estudantes,
influenciando no calendário escolar.
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