Fonte: G1/Paraná
O homem, de 62 anos, que estava no Parque Nacional do Iguaçu, no
Paraná, desde agosto foi resgatado no início da madrugada desta
quarta-feira (17), após 26 dias desaparecido. Segundo policiais
ambientais, por volta da 1h Lorisvaldo Teixeira foi encaminhado para o
Hospital Universitário (HU) de Cascavel com uma perna quebrada e
bastante debilitado. Equipes localizaram o idoso às 11h de terça-feira (16),
depois de cerca de seis horas de buscas, próximo a Lindoeste, no oeste
do estado, onde ele mora. A assessoria de imprensa do HU informou que
ele passará por uma cirurgia na perna e está consciente.
O resgate envolveu policiais ambientais, bombeiros de Cascavel e
servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio). As buscas começaram às 5h de terça-feira, após amigos
informarem o desaparecimento aos agentes ambientais. No começo da tarde,
as equipes tentaram usar um helicóptero, mas devido à região de mata
fechada não foi possível usar a aeronave e a operação precisou ser feita
por terra. Da borda do parque até o local onde ele estava calcula-se
quatro quilômetros em linha reta, cerca de quatro horas de caminhada
para ir e mais quatro horas para voltar.
De acordo com o tenente Nilson Figueiredo, com o homem foi encontrada
uma espingarda de caça com munição. “Com a confirmação de que estava
caçando no parque, ele responderá por porte de arma e por ingressar em
uma unidade de conservação sem autorização e com objeto de caça, crimes
que podem ser punidos com um a cinco anos de prisão”, observou.
Aos policiais, o homem contou que quebrou a perna no terceiro dia
depois de ter entrado no parque e que sobreviveu comendo sal - usado
para atrair a caça - e água da chuva. "Ele se machucou pulando de um
girau, espécie de poleiro usado para se ter uma visão melhor da área
onde se está caçando. Ferido, se arrastou por cerca de 500 metros onde
havia montado acampamento e ali ficou. Não estava perdido, mas não
conseguiria sair sozinho por causa da perna quebrada", explicou
Figueiredo. "Mais dois ou três dias, provavelmente ele estaria morto."
Casos de pessoas que se perdem no Parque Nacional do Iguaçu, apontou o
tenente, não são comuns. “Temos em média um registro deste tipo a cada
três anos, geralmente de moradores antigos da região ou de caçadores. O
que chama a atenção agora é como ele conseguiu sobreviver por tanto
tempo, cerca de 25 dias, e ferido”, comentou ao reforçar que a entrada
sem autorização na unidade é proibida, com exceção da área reservada à
visitação turística, na área das Cataratas do Iguaçu. Criada em 1939, a
unidade se espalha por mais de 185 mil hectares entre o oeste e o
sudoeste do Paraná e a fronteira com a Argentina.
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