FONTE: G1/PARANÁ
O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) informou que pelo menos
quatro detentos morreram durante uma rebelião na Penitenciária Estadual
de Cascavel
(PEC), no oeste do Paraná. Dois deles foram decapitados, e outros dois
morreram após serem atirados de cima do telhado na PEC. Há relatos de
mais feridos, mas o número não foi confirmado pelo Depen.
As negociações que objetivam encerrar a rebelião foram interrompidas às
20h, e devem ser retomadas apenas às 7h de segunda-feira (25). Ainda
conforme o Depen, dois agentes penitenciários continuavam sendo feitos
reféns pelo detentos até a atualização desta reportagem.
Negociação
A comissão de negociação é formada pela secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uillie Gomes, pelo diretor do Depen, Cezinando Paredes, pelo comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Cícero Tenório, e pelo Juiz da Vara de Execuções penais, Paulo Damas. Com a retirada do grupo, ficaram no local apenas os policiais responsáveis pela segurança.
A comissão de negociação é formada pela secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uillie Gomes, pelo diretor do Depen, Cezinando Paredes, pelo comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Cícero Tenório, e pelo Juiz da Vara de Execuções penais, Paulo Damas. Com a retirada do grupo, ficaram no local apenas os policiais responsáveis pela segurança.
Segundo o Depen, os rebelados pedem relaxamento nas visitas, mais
diálogo com a direção da unidade e refeições melhores. A água e a luz
foram cortadas na peniteciária desde o começo da tarde.
Durante o dia, 75 presos foram transferidos para a Penitenciária
Industrial de Cascavel (PIC), que fica próxima a PEC. O grupo era
formado por detentos que estavam sendo ameaçados pelo rebelados. Outros
68 serão encaminhados para a Penitenciária de Francisco Beltrão, no
sudoeste do estado, e mais seis vão ser transferidos para a
penitenciária de Maringá, na região norte do Paraná.
Rebelião
De acordo com o advogado dos agentes penitenciários, Jairo Ferreira, a rebelião teve início no momento em que um agente foi entregar o café da manhã aos detentos. O trinco da grade estava serrado, o que permitiu aos presos puxarem o agente para dentro e darem início à rebelião. Ainda segundo o advogado, apenas dez agentes estavam de plantão no presídio que é ocupado por mais de mil presos.
De acordo com o advogado dos agentes penitenciários, Jairo Ferreira, a rebelião teve início no momento em que um agente foi entregar o café da manhã aos detentos. O trinco da grade estava serrado, o que permitiu aos presos puxarem o agente para dentro e darem início à rebelião. Ainda segundo o advogado, apenas dez agentes estavam de plantão no presídio que é ocupado por mais de mil presos.
Os detentos invadiram o telhado da penitenciária, queimaram colchões e
hastearam bandeira de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos
presídios no país. Conforme Ferreira, cerca de 80% da unidade está
destruída.
Familiares dos presos chegaram a fechar a BR-277, de acordo com a
Polícia Rodoviária Federal (PRF). As duas pistas da rodovia ficaram
bloqueadas por 40 minutos no km 579, próximo ao trevo de acesso à
penitenciária. Filas de veículos se formaram nos dois sentidos.
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