FONTE: G1/PARANÁ
A Polícia Civil instaurou inquérito policial para investigar os crimes
que foram cometidos durante a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel
(PEC), no oeste do Paraná. Nesta sexta-feira (29), os delegados que
comandam as investigações disseram em entrevista coletiva que esperam
ouvir mais de 100 depoimentos durante as investigações.
“Nós estaremos requisitando, no momento adequado, imagens da imprensa
que pode nos auxiliar na identificação das pessoas que teriam
participado direta e indiretamente dessa situação de homicídio, cárcere
privado, tortura, dano ao patrimônio público e outras condutas que
possam surgir nessa situação”, explica o delegado Pedro Fernandes de
Oliveira.
De acordo com a delegada de homicídios, Mariana Vieira, 15 pessoas já
foram ouvidas e mais de 30 entrevistas preliminares foram feitas. “O
objetivo da investigação é apurar a responsabilidade por esses crimes.
Além das cinco mortes, existe entre 25 e 30 presos feridos, um deles em
estado grave. Será definido a quais crimes essas pessoas vão responder”,
diz a delegada.
Um grupo de investigadores da delegacia de homicídios e outra equipe do
Grupo de Diligências Especiais (GDE) trabalham exclusivamente no caso.
Os agentes que foram mantidos reféns e alguns presos fizeram exame de
perícia, conforme os delegados.
No decorrer das investigações, as equipes policiais devem ir até as
penitenciárias para onde os detentos foram transferidos para ouvir os
depoimentos.
A secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná, Maria
Tereza Uille Gomes, também determinou a abertura de Sindicância para
apurar as circunstâncias que levaram à rebelião. A comissão tem prazo de
15 dias para apresentar as conclusões.
Motim
A rebelião na PEC começou por volta das 6h30 do domingo (24) e teve início no momento em que o café da manhã era entregue aos detentos, de acordo com o advogado dos agentes penitenciários, Jairo Ferreira. Para sair da primeira cela, durante a madrugada, os presos serraram uma das trancas e, em seguida, abriram as demais celas. Segundo a nota divulgada nesta quinta-feira pela Seju, 15 agentes penitenciários estavam trabalhando na unidade quando começou a rebelião.
A rebelião na PEC começou por volta das 6h30 do domingo (24) e teve início no momento em que o café da manhã era entregue aos detentos, de acordo com o advogado dos agentes penitenciários, Jairo Ferreira. Para sair da primeira cela, durante a madrugada, os presos serraram uma das trancas e, em seguida, abriram as demais celas. Segundo a nota divulgada nesta quinta-feira pela Seju, 15 agentes penitenciários estavam trabalhando na unidade quando começou a rebelião.
Após saírem das celas, os detentos invadiram o telhado da prisão,
queimaram colchões e hastearam a bandeira de uma facção criminosa que
atua dentro e fora dos presídios no país.
Segundo a Seju, os presos reclamavam da estrutura, alimentação e higiene da unidade. Também pediam relaxamento nas visitas e mais diálogo com a direção da unidade.
Segundo a Seju, os presos reclamavam da estrutura, alimentação e higiene da unidade. Também pediam relaxamento nas visitas e mais diálogo com a direção da unidade.
As negociações para o fim da rebelião começaram no domingo, mas foram
interrompidas às 20h e retomadas às 7h55 da segunda-feira (25).
Em nota divulgada na quinta-feira (28) pela Secretaria da Justiça,
Cidadania e Direitos Humanos (Seju), 1.037 presos estavam na PEC no dia
da rebelião. Ao todo, 800 presos foram para outras prisões do estado.
Uma comissão técnica de engenharia da secretaria de estado de
infraestrutura e logística avalia as partes da unidade que foram
danificadas pelos presos e, em 15 dias, deve apresentar um balanço com o
custo estimado para a recuperação da PEC.
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