Da Assessoria:
Durante
a reunião da CPI dos Pedágios, nesta terça-feira (13), o deputado
Artagão Júnior questionou os valores das tarifas reajustadas pelas
concessionárias em aditivos. Acréscimos nos valores foram concedidos com
base em compensações inflacionárias. De acordo com números apresentados
pelo deputado Cleiton Kielse, em 1998, o governo do estado reduziu por
decreto 50% do valor das tarifas. Em março de 2000, as concessionárias
aumentaram em 112% as tarifas para carros e em 76% para caminhões. Em
dezembro do mesmo ano, foram aumentados mais 16% para carros e 20% para
caminhões. Em 2001, novo reajuste: 9,74% para carros e 9,62% para
caminhões.
Ainda
conforme os dados apresentados pelo deputado Kielse, na licitação
original, as empresas eram responsáveis pela execução de 1263
quilômetros em duplicações. No aditivo de 2000, foram retirados 567
quilômetros, justamente dos trechos considerados mais críticos, restando
somente 696 quilômetros em duplicações.
O deputado Artagão Júnior defendeu que a CPI deve se ater aos números que mostram a disparidade entre os valores cobrados e as obras realizadas.
O deputado Artagão Júnior defendeu que a CPI deve se ater aos números que mostram a disparidade entre os valores cobrados e as obras realizadas.
“Os
lucros das empresas não condizem com as obras. Além disso, muitas obras
acordadas nos contratos originais não foram realizadas”, disse o
deputado.
Na
reunião, foi aprovada a convocação do procurador do Ministério Público
Federal (MPF), Osvaldo Sowek Júnior, para depor na CPI. O órgão possui
uma série de ações contra as empresas que exploram os pedágios. Os
deputados também aprovaram o pedido de informações à Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelas concessões.
A próxima reunião da CPI está marcada para a próxima terça-feira (20), às 9h.

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