Tribuna do Norte
SÃO PAULO, SP, 24 de julho (Folhapress) - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, informou
por meio de nota que "repudia interpretação de que teria sido
deselegante" com a presidente Dilma Rousseff na cerimônia com o papa
Francisco, no Palácio da Guanabara, na última segunda-feira.
Ao ser apresentado ao papa por Dilma, Barbosa não
cumprimentou a presidente. Nas redes sociais surgiram comentários sobre
uma possível descortesia do presidente do STF.
No próprio dia, o assessor de Barbosa, Wellington Silva havia dito
que os dois já tinham se cumprimentado e conversado e, por isso,
provavelmente Barbosa achou que não era o caso de novas saudações.
Uma nota publicada no site
do STF diz que com "base em imagens de TV captadas a partir de
determinado ângulo, foram criadas versões sobre o comportamento do
ministro que não encontram amparo na realidade".
O texto diz que Barbosa tem mantido relacionamento
institucional de "alto nível" com Dilma e cita que em dois meses foram
realizadas duas audiências entre ambos.
No dia da cerimônia, a nota informa que Barbosa e demais autoridades estiveram com Dilma em uma sala privativa antes do encontro com o papa.
"Por ocasião dos cumprimentos, o ministro apertou
respeitosamente a mão do Santo Padre, e trocou discreto sorriso com a
presidente. Isso porque avaliou não ser necessário novo cumprimento
protocolar, uma vez que isso já havia ocorrido por ocasião de sua
chegada ao Palácio [da Guanabara]".
Leia íntegra da nota
"Causou grande surpresa ao Presidente do Supremo Tribunal
Federal, Ministro Joaquim Barbosa, a divulgação de suposta descortesia
dele com a Presidente da República, Dilma Rousseff, por ocasião da
cerimônia com o
Papa Francisco
no Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Com
base em imagens de TV captadas a partir de determinado ângulo, foram
criadas versões sobre o comportamento do Ministro que não encontram
amparo na realidade. O Ministro repudia interpretação de que teria sido
deselegante com a Presidente e ratifica seu respeito pelos Poderes
constituídos.
Na condição de Presidente do STF, o Ministro Joaquim Barbosa tem
mantido relacionamento institucional de alto nÍvel com a Presidente
Dilma. Em um espaço de dois meses, foram realizadas duas audiências no
Palácio do Planalto, sendo a primeira convocada pela Presidente da
República e a segunda solicitada pelo Presidente do Supremo. Nesses
encontros foram discutidos temas de grande relevância para a vida do
País. Em uma dessas ocasiões, foi feito o convite para que o Presidente
do STF comparecesse à cerimônia de recepção ao Papa Francisco, convite
que foi prontamente aceito.
No dia da cerimônia, logo ao chegar ao Palácio da Guanabara, o
Ministro Joaquim Barbosa, depois de cumprimentar outras autoridades
presentes, foi convidado a dirigir-se à sala privativa onde se
encontrava a Presidente, o Governador Sérgio Cabral, além dos
Presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Alves.
Permaneceu lá por mais de uma hora. Depois, dirigiu-se junto com as
demais autoridades até o local que lhes fora destinado na cerimônia.
Por ocasião dos cumprimentos, o Ministro apertou respeitosamente a
mão do Santo Padre, e trocou discreto sorriso com a Presidente. Isso
porque avaliou não ser necessário novo cumprimento protocolar, uma vez
que isso já havia ocorrido por ocasião de sua chegada ao Palácio.
Secretaria de Comunicação Social do STF`
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