ABAIXO-ASSINADO – Movimento contra a violência em animais cresce, mas encontra resistência
Indignado com os maus tratos aos animais na arena e todo o incômodo provocado pelo Rodeio Profissional em Touros, ocorrido de quinta-feira (09) até o último domingo (12), na Esplanada, o engenheiro florestal Eleutério Langowiski lançou o “Manifesto de Cidadania: Rodeio – Vergonha em Cianorte” e tem recebido apoio dos internautas. Ele faz coro ao abaixo-assinado que pretende colher sete mil assinaturas contra a realização de rodeios no município. O abaixo assinado foi assunto de matéria publicada semana passada pela Tribuna.
No documento, Langowiski expôs fotos do local onde foi improvisado o Rodeio e faz uma série de questionamentos a respeito da legalidade do mesmo. Entre as questões levantadas, o engenheiro pergunta sobre a existência de Alvará da Prefeitura, Laudo de Vistoria dos Bombeiros, seguro contra acidentes, responsabilidade técnica, autorização da Rede Ferroviária para ocupar a linha do trem, valores arrecadados com impostos e investimentos realizados pela Prefeitura, laudo de inspeção veterinária entre outros.
“O evento pseudo-promovido pelo Provopar proporcionou aos cianortenses um espetáculo degradante, incomodou durante quatro dias a população com barulho infernal até altas horas da madrugada”, desabafou. De acordo com Eleutério o evento, que ele considera “vergonhoso” arrecadou aproximadamente R$ 250 mil em entradas e o mesmo valor em barracas de bebidas e outros. “Ou seja, R$ 500 mil reais que foram surrupiados da população cianortense por conta de uma atividade já proibida em várias cidades e declaradamente crime ambiental”.
Mesmo entre os internautas adeptos ao rodeio, a maioria concordava que um evento desse porte, que segundo a Prefeitura contou com um público de 5 mil pessoas somente na abertura, não poderia ser realizado na área central. Um abaixo-assinado está coletando assinaturas para proibir de uma vez por todas rodeios na cidade. Porém, o prefeito Bongiorno, parece dar as costas à essa proposta coletiva, pois anunciou durante o evento que fará uma arena para rodeios na Acrenorte.
“Só hoje tivemos seis casos de animais desaparecidos graças aos fogos do rodeio. Tenho muito dó também dos hospitais onde as enfermeiras ficam loucas pra socorrerem todas as crianças que se desesperam e choram ao mesmo tempo”, escreveu a militante ambiental, Simone Ziliane.
Movimento cresce
Outros moradores da região da Esplanada fazem coro às palavras do engenheiro, incomodados com o último rodeio na região da Esplanada, o que gerou uma série de reclamações, principalmente nas redes sociais e questionamentos ao Ministério Público. Os maus tratos aos animais, os fogos de artifício e o barulho estridente da música e narração foram os focos das críticas. Moradores da Zona I, III e Vila 7 foram os que mais se manifestaram. “Eu moro perto do Primo Manfrinato e parece que o som tá aqui na esquina. Imagina quem mora aí do lado?”, postou Anderson Salmazi.
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