11 de março de 2013

NOTICIAS: Os nomes mais cotados a papa

 Cardeal Marc Ouellet, 68, Canadá:
Chefe da Congregação de Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, Oullet ocupa dois postos que poderiam decidir a seu favor. Por ser canadense, o cardeal representaria uma pequena mudança no Vaticano, que predominantemente decide por papas europeus (principalmente italianos).  
FONTE: LIDIANOPOLIS NEWS / LIDIANOPOLIS
Cardeal Peter Turkson, 64, Gana:
Turkson tem sido o nome mais cotado desde que as especulações sobre o futuro papa começaram. Se escolhido, ele será o primeiro papa africano desde o ano 456. A Igreja Católica vem abraçando a ideia de voltar a atenção para áreas em desenvolvimento, como a África. Mas, apesar de Turkson representar uma mudança geográfica na escolha, por ser extremamente conservador ele não representa uma mudança ideológica. Além disso, o fato de ter uma postura radical contra a homossexualidade e ser acusado de acobertar a pedofilia pesam contra sua escolha. 
Cardeal Angelo Scola, 71, Itália: 
Papas italianos são a escolha favorita dos cardais. O National Catholic Reporter descreve Scola, Arcebipo de Milão, como “um Ratzinger com um toque popular”. Ele também vem se esforçando em criar um diálogo entre o islamismo e o cristianismo. Scola representa uma linha de raciocínio similar a de Joseph Ratzinger, porém, com mais carisma e vontade de mudança. 
Cardeal Leonardo Sandri, 69, Argentina:
Ele é bastante jovem e um excelente administrador. Apesar de ser da América Latina, ele tem descendência italiana e experiência no Vaticano. Sandri também é um candidato que preencheria a lacuna entre a Igreja e a distribuição católica pelo mundo. A América Latina é o lar de 40% da população católica, mas apenas 16 dos 115 cardeais responsáveis pela escolha do papa são provenientes da região.
Cardeal, Angelo Bagnasco, 69, Itália:
Arcebispo de Genova e chefe da Conferência Episcopal italiana, Bagnasco também é um nome conservador e italiano. Em 2012, Bagnasco chamou Silvio Berlusconi de “triste e vazio”. 
Gianfranco Ravasi, 70, Itália: 
Ravasi é carismático, inteligente, e cita Kafka e Amy Winehouse com uma super irreverente hashtag no Twitter. Ele é italiano, o que agrada o Vaticano. Desde 2007, ele ocupa o cargo de ministro da Cultura do Vaticano. Porém, Ravasi não possui experiência pastoral e é aparentemente mais moderado que Joseph Ratzinger.
Odilo Scherer, 63, Brasil:
Além de ser Arcebispo de São Paulo, o que lhe concede experiência pastoral, Scherer também fez parte da Congregação de Bispos do Vaticano. O Brasil é o país de maior população católica do mundo e Scherer é considerado por muitos o principal nome latino entre os cardeais. Ao contrário de Ratzinger, Scherer apoia a justiça social e a libertação teológica da América Latina, o que faz com que seja considerado liberal demais por algumas alas da Igreja.

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