Na terça-feira, dia 19 de março, as Secretarias Municipais de
Saúde e Assistência Social promoveram uma reunião com o objetivo de
conseguir dar um tratamento digno para os dependentes químicos de
Ivaiporã, especialmente para os viciados em drogas ilícitas como o
crack. Uma determinação do Ministério Público da Comarca transferiu para
a Secretaria Municipal de Saúde, a responsabilidade do tratamento dos
usuários. No entanto, o único local disponível no município para essa
ação é o Hospital Municipal. Mas a experiência não teve o efeito
desejado.
O secretário municipal de saúde, Luiz Carlos Favarin, relatou que existe uma dificuldade para conseguir vagas em clínicas especializadas e, além disso, o número de usuários que necessita de tratamento cresce a cada dia. “Temos pelo menos 20 pessoas na fila de espera para ser internada”, contou o secretário.
Outro problema, segundo o secretário de Saúde, é que a internação só deve acontecer de leito para leito, ou seja, o paciente precisa estar internado em um hospital ou clínica de tratamento para conseguir vaga nos centros especializados. Como a Secretaria de Saúde não tem a estrutura necessária para manter os dependentes internados, uma das alternativas apresentadas na reunião foi a reabertura do Crelive (Centro de Recuperação), que funcionava na Vila Nova Porã e que era mantido por membros ligados à Igreja Assembleia de Deus. Atualmente, o Crelive está desativado.
Segundo Favarin, a ideia é que o Conselho Municipal Antidrogas retome a administração do local e a Prefeitura Municipal, por meio das Secretarias de Saúde e Ação Social, disponibilizaria os profissionais, como enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos para o atendimento aos pacientes, até que se abram vagas nos centros de tratamento especializado.
FONTE: JORNAL PARANA CENTRO/ IVAIPORA
Ele reiterou que no Hospital Municipal não é possível o tratamento desses dependentes, já que eles também poderiam representar um risco para gestantes, recém-nascidos e idosos.
“Quando
uma pessoa está sob o efeito das drogas, sabemos que ela não tem
limites e pode representar perigo para si próprio e para outros
pacientes”, declarou.
A secretária municipal de Assistência Social, Gertrudes Bernardy, disse que é fundamental que exista um local apropriado para o tratamento desses dependentes. Ela explicou que o Creas (Centro de Referência em Especialidades da Assistência Social) realiza o trabalho de atendimento as famílias e acompanhamento psicológico do dependente químico e, por isso, é fundamental que exista um local apropriado para o usuário.
No entanto, ela lembrou que o internamento de apenas 30 dias não é suficiente para que o tratamento tenha o efeito desejado, por isso, é necessário um acompanhamento do paciente por pelo menos 1 ano.
Gertrudes Bernardy disse também que a Secretaria de Assistência Social intensificará um trabalho de conscientização dos jovens e uma das primeiras ações será a confecção de uma publicação com cerca de 10 mil exemplares que serão distribuídos nas escolas do município.
O prefeito Carlos Gil participou da reunião e disse que é necessário um trabalho integrado entre os órgãos para que o combate às drogas seja eficiente. Ele lembrou que a implantação do ensino em tempo integral e a melhoria na estrutura das equipes da segurança pública poderão contribuir para a redução no número de usuários das drogas, mas é necessário um esforço dos órgãos envolvidos para que possa iniciar o tratamento de forma imediata.
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