Quem vende alimentos terá de se adequar às novas exigências, como a
obrigatoriedade do uso de uniforme e a proibição de acessórios e de
maquiagem. Fiscalização começa em 1º de maio
Os vendedores ambulantes de alimentos e os feirantes têm agora de obedecer a normas mais rigorosas em Londrina.
Por meio de um decreto, a Prefeitura listou uma série de exigências com
o objetivo de proteger a saúde dos consumidores. Entre as novas regras,
que valem a partir de 1º de maio, estão a obrigatoriedade do uso de
uniforme e a proibição de acessórios e de maquiagem.
FONTE: GAZETA DE LONDRINA/ LONDRINA
O novo decreto surgiu porque o código sanitário paranaense, utilizado
para a fiscalização no Município, não pode ser cumprido por ambulantes e
feirantes. “O decreto veio para tratar especificamente deles porque, se
fossemos aplicar o código estadual, acabaríamos com o segmento”, afirma
o coordenador do setor de Alimentos da Vigilância Sanitária, Pedro Afonso Figueiredo.
Os vendedores terão de usar uniforme com jaleco em cor clara, calçado
fechado e protetor de cabelo. Os cabelos deverão estar sempre presos,
as unhas curtas e sem esmaltes. O uso de joias ou adornos e de maquiagem
não é permitido. “Muita gente está reclamando das novas regras,
principalmente aqueles que trabalham com verduras. Usar jaleco em cor
clara para eles é ruim porque suja muito", conta a feirante Wilma Taira.
Para ela, no entanto, que trabalha com massas caseiras, pouca coisa
vai mudar. "Já uso boina, porque tenho cabelo comprido. Se tiver de
tirar os anéis, não vai me fazer falta", afirma.
Para Adriano Picinini, que há 20 anos vende pastéis e
massas prontas na feira, as exigências do decreto são bem-vindas. "É o
básico da higiene na manipulação de alimentos. Já seguimos essas normas e
acho que não vamos ter nenhum problema com isso", avalia.
A higiene do local de armazenamento e a comercialização dos produtos
também são previstas pelo novo decreto. Além de cuidar da limpeza da
banca ou do carrinho onde o produto é comercializado, é preciso estar
atento ao ambiente. “Na rua tem vento, poeira, chuva, pombos e tudo isso
contamina o alimento”, ressalta Figueiredo.
O rigor das normas é maior com aqueles que manipulam alimentos
transformados, como queijos, linguiças, pães e pastéis, mas os cuidados
valem para todos. “O feirante que trabalha com hortifrutigranjeiro
também precisa cuidar do asseio pessoal”, diz Figueiredo. O foco maior
da fiscalização, no entanto, é com os produtos clandestinos.
Em 25 e 27 de março, a Vigilância Sanitária vai convocar ambulantes e
feirantes para explicar as novas exigências. A partir de 1º de maio, a
fiscalização passa a ser feita pelos agentes da Vigilância Sanitária e
da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Em caso de irregularidades, o vendedor por receber multa no valor de R$
170 a R$ 18 mil e até perder o alvará de funcionamento.
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